O USO DA LAVAGEM NASAL COMO ALIADA NO TRATAMENTO DE DOENÇAS RESPIRATÓRIAS EM LACTENTES E CRIANÇAS NA FASE PRÉ ESCOLAR
Resumo
As doenças respiratórias são definidas como afecções que acometem as vias aéreas e outras estruturas do sistema respiratório, caracterizadas por diversas etiologias e sintomas. São comuns durante a infância, podendo se manifestar de forma leve ou grave. A lavagem nasal com solução salina é uma medida terapêutica simples, de baixo custo e segura quando realizada corretamente. É eficaz tanto em quadros agudos, com aumento da produção de muco e presença de secreções, quanto na melhora da qualidade de vida, por favorecer a eliminação das secreções e contribuir para a prevenção de infecções. Objetivo: Verificar a frequência de realização da lavagem nasal como aliada no tratamento das doenças respiratórias e suas repercussões, o perfil de crianças que realizam a técnica, além de verificar a prevalência das complicações na realização, dispositivos mais utilizados e correlacionar com essas possíveis complicações encontradas. Metodologia: Será realizado um estudo transversal, através da aplicação de um questionário on-line, pela plataforma Google, para ser preenchido pelos pais ou responsáveis das crianças. Resultados: A lavagem nasal com solução salina foi relatada por 78,3% dos cuidadores, indicando ampla adesão à prática entre lactentes e crianças em idade pré-escolar. Observou-se que o procedimento era realizado predominantemente durante episódios de sintomas respiratórios, como obstrução nasal e secreção aumentada, e com menor frequência como medida preventiva. Todas as crianças que realizaram fisioterapia respiratória também faziam uso da lavagem nasal (p = 0,003). A técnica demonstrou baixo índice de complicações (apenas 5 casos), sendo que os eventos adversos mais citados foram otite e engasgo durante a aplicação, mais frequentes entre os usuários de seringa (60%). Nenhum evento adverso foi registrado entre os usuários de garrafinhas de fluxo contínuo. Conclusão: A lavagem nasal foi uma prática amplamente utilizada pelos pais ou cuidadores, especialmente nas faixas etárias menores e nos casos de bronquiolite, foi associada a baixa ocorrência de complicações e o tipo de dispositivo empregado pode ter influenciado na tolerância e nos relatos adversos. A otite e engasgo foram as complicações apresentadas. Em grande parte dos casos, a lavagem nasal ainda é realizada de maneira reativa, voltada ao alívio de sintomas, e não como estratégia preventiva.
Palavras-chave: pré-escola; crianças; doenças respiratórias; asma; bronquiolite; lactante; lavagem nasal; irrigação salina.
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