FARMACOGENÉTICA DOS β1-BLOQUEADORES NA HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA
Resumo
A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição de alta prevalência, e os β1-bloqueadores são uma classe terapêutica fundamental em seu manejo. Contudo, a notável variabilidade interindividual na resposta a estes fármacos, tanto em eficácia quanto em segurança, representa um desafio clínico, sendo em grande parte atribuída a polimorfismos genéticos. Este trabalho teve como objetivo realizar uma revisão de literatura sobre o impacto da farmacogenética na terapia com β1-bloqueadores, visando destacar sua aplicabilidade na personalização do tratamento anti-hipertensivo. Os resultados demonstram que polimorfismos no gene CYP2D6, responsável pelo metabolismo de diversos β1-bloqueadores, são fortes preditores da exposição ao fármaco e do risco de efeitos adversos, como a bradicardia, possuindo aplicabilidade clínica imediata para ajuste de dose e aumento da segurança. Por outro lado, variantes em genes que codificam alvos farmacodinâmicos, como o ADRB1, embora associadas à resposta terapêutica, ainda apresentam evidências inconsistentes para a formulação de diretrizes clínicas robustas, reforçando a natureza poligênica e complexa da resposta. Conclui-se que a farmacogenética já se constitui como uma ferramenta valiosa para otimizar o tratamento com β1-bloqueadores, representando um avanço significativo da abordagem empírica de "tentativa e erro" para uma medicina de precisão no manejo da HAS.
Palavras-chave: Farmacogenética, β1-bloqueadores, Hipertensão Arterial Sistêmica.
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