DISFUNÇÕES SEXUAIS EM MULHERES PÓS CÂNCER GINECOLÓGICO E QUALIDADE DE VIDA

Victoria Monteiro Coelho, Cinira Assad Simão Haddad

Resumo


Introdução: O câncer (CA) é uma das principais causas de morte da população feminina, especialmente em países pouco desenvolvidos. Sendo o câncer então, uma doença multicausal, o tratamento primário geralmente é a cirurgia e/ou quimioterapia para remoção do carcinoma invasor, e após isso muitas mulheres são submetidas à radioterapia externa associada ou não à braquiterapia. Dependendo da dose e da área em que é administrada, a radioterapia pode causar danos graves na pélvis, na região uterina, causando complicações pós cirúrgicas e pós radioterapia. Objetivo: Avaliar a prevalência de disfunção sexual e qualidade de vida em mulheres com câncer ginecológico que estão em tratamento por radioterapia e/ou braquiterapia. Método: Realizou-se um estudo transversal, após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa Unilus. O estudo contou com uma amostra de mulheres que tiveram câncer ginecológico, que tivessem sido ou estivessem em tratamento com radioterapia no serviço de Radioterapia do Instituto do Câncer dr. Arnaldo Vieira de Carvalho, localizado dentro do Hospital Guilherme Álvaro e que fossem sexualmente ativas pré e pós tratamento. Todas as participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.  E responderam a dois questionários, o Quociente Sexual – Versão Feminina (QS-F) e os questionários de qualidade de vida da European Organization for Research and Treatment of Cancer Quality of Life Questionnaire EORTC 30, QLQ – EN24 questionário específico para CA de endométrio com 24 questões, QLQ - OV28 questionário específico para CA de ovário com 28 questões e QLQ – CX24 questionário específico para CA de colo do útero com 24 questões. Resultados: Na classificação do QSF, sobre a avaliação da pontuação de desempenho sexual, somente 16,67% (correspondendo a uma paciente) apresentava classificação de bom a excelente, 16,67% tinha classificação regular a bom, 16,67% apresentava padrão desfavorável a regular, 33,33% (duas pacientes) apresentavam padrão ruim a desfavorável e 16,67% apresentava padrão nulo a ruim. Conclusão: É possível observar pelos resultados obtidos, que muitas comorbidades são relatadas pelas próprias pacientes. Concluindo que há grande necessidade de divulgação de orientações sobre questões sexuais, e avaliação sobre a qualidade de vida de sobreviventes do CA ginecológico.

SEXUAL DYSFUNCTIONS IN WOMEN AFTER GYNECOLOGICAL CANCER AND QUALITY OF LIFE

 


Palavras-chave


fisioterapia; câncer ginecológico; disfunção sexual; qualidade de vida

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