OS EFEITOS BIOLÓGICOS E OS RISCOS ASSOCIADOS AOS RAIOS X

Camilla Morais Almeida Amorim, Paulo Pinhal Junior

Resumo


Conhecer os efeitos biológicos e os riscos associados aos raios x é fundamental para usar a radiação como um meio seguro de auxiliar em diagnósticos. A radiação provoca efeitos deletérios ao organismo, independentemente da quantidade de exposição. Obviamente, uma pequena quantidade de radiação não será suficiente para provocar uma manifestação clínica ou genética, mas certamente provocará uma reação celular com quebra e desorganização de molécula (MARTINS, 2011). O resultado dessas diversas células afetadas pela radiação são os efeitos biológicos que serão acarretados a partir do instante que o indivíduo é atingido por uma determinada dose de radiação ionizante. O corpo humano produz e deteriora células diariamente, criando um ciclo de renovação celular. Entretanto, uma célula que tenha sofrido uma mutação celular, não resultará em uma perda significativa, mas quando a escala do número de células atingidas é maior o corpo percebe e então ocorre o que é chamado de efeito biológico no indivíduo irradiado (YOSHIMURA, 2013). Os grandes responsáveis pelo agravamento dos efeitos causados pela radiação em nosso organismo são:  taxa de exposição; área exposta; dose de radiação aplicada. Existem inúmeros efeitos que podem ser obtidos, dentre os mais comuns ocorrem os: efeitos somáticos; efeitos determinísticos; efeitos estocásticos; efeitos hereditários/genéticos (ALMEIDA, 2007). Após todas as considerações, parece ser adequado concluir que é falso o conceito de que pequenas doses de radiações de baixa intensidade energética, sejam totalmente inofensivas. Ao contrário, a verdade reside na afirmativa de que toda e qualquer radiação, em qualquer nível ou grau, causam alterações na matéria, induzindo efeitos e danos (CNEN, 2014). Podemos dizer que se todos os parâmetros para o máximo de benefício com mínimo de riscos forem seguidos, é correto afirmar que usar os raios x em diagnósticos é seguro, constituindo na mais vantajosa troca, quando o conceito risco/benefício é enfocado. Fica clara a necessidade de pesquisas aprofundadas sobre o assunto, ainda que em longo prazo, para não corrermos o risco de subestimar os efeitos deletérios da radiação ionizante em baixas doses. De fato, o diagnóstico por imagem, como os raios x podem ser uma ferramenta poderosa em caso de tratamento de doenças. O que muitas pessoas não sabem é que no estudo por imagem utiliza-se de radiações ionizantes. Hoje em dia vários países do mundo estão desenvolvendo estudos de compostos para a dosimetria, porém o grande dilema é desenvolver detectores para dosagem baixa. Com a elaboração deste trabalho pretende-se avaliar o conhecimento dos efeitos biológicos da radiação x. Estes conhecimentos, de extrema importância, são imprescindíveis para a prescrição correta de exames imaginológicos, para que haja uma conscientização sobre o que a radiação x pode provocar quando há uma exposição excessiva. As radiações atuam em aspectos positivos e negativos quando utilizadas, portanto cabe ao homem desenvolver técnicas de utilização sem que o prejudique. 


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Referências


MARTINS, Nicolas Fernandes. Uma síntese sobre os efeitos biológicos da radiação ionizante e dosagem de radiações. Revista de Biologia e Ciências da Terra [online], Paraíba, v. 11, n. 1, p.144-146, 18 abr. 2011. Disponível em: . Acesso em: 29 set. 2015.

YOSHIMURA, Emico Okuno. Efeitos biológicos das radiações ionizantes. Acidente radiológico de Goiânia. Scielo [online], São Paulo, v. 27, n. 77, p.185-200, 09 jan. 2013. Disponível em: . Acesso em: 29 set. 2015.

ALMEIDA, Ronaldo J. de. Estudo dos efeitos biológicos da radiação, com ênfase nos raios-x. Scientific American, Goiânia, v. 289, n. 2013, p.50-53, 14 nov. 2007. Disponível em: . Acesso em: 29 set. 2015.

CNEN COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR. Diretrizes básicas de proteção radiológica. Resolução 164/14, Belo Horizonte, p.16-18, 11 mar. 2014. Disponível em: . Acesso em: 30 set. 2015. NN 3.01.


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