CONSTRUÇÃO IN VITRO DO PEPTÍDEO SINTÉTICO ANTIMICROBIANO GOMESINA

Talita Souza, Cleide Barbieri de Souza

Resumo


Grande parte dos antibióticos convencionais atuam seletivamente sobre um grupo específico de bactérias, inibindo seu crescimento e destruindo-as. Porém sua ação é lenta se comparada à velocidade de duplicação de uma bactéria, favorecendo o surgimento de microrganismos multirresistentes aos antibióticos de ultima geração, constituindo então o principal agravante no combate as doenças infecciosas. Desta forma, o uso de recursos alternativos e novas tecnologias para o encontro e/ou desenvolvimento de substâncias com potencial antibiótico mais eficaz torna-se fundamental .

Dentre varias moléculas estudadas os peptídeos provenientes de animais têm despertado bastante interesse devido às suas atividades como mediadores farmacológicos antimicrobianos. A ação dos peptídeos já é conhecida cientificamente desde a década de 60, entretanto estudos com aracnídeos ainda não tinham sido realizados. Nos últimos anos a caranguejeira Acanthoscurria gomesiana se tornou alvo dos estudiosos, pelo simples fato de apresentar uma alta expectativa de vida, deduzindo-se que a mesma possua uma alta resistência imunológica.

Foram extraídos de sua hemolinfa 4 peptídeos, dentre estes a Gomesina (Gm) que apresenta um amplo espectro de atividades contra fungos, parasitas e principalmente bactérias. Por apresentar ação direta sobre a membrana do microrganismo patogênico em estudo o peptídeo Gm tem uma ação muito rápida. Apesar dos avanços nas pesquisas teórico/prática desta tecnologia, a falta de investimentos causa lentidão no processo de melhoramento que propiciaria sua utilização como antimicrobiano em humanos. Desta forma o investimento em pesquisas nesse ramo torna-se fundamental visto que os peptídeos apresentam um grande potencial para serem aplicados como compostos ativos na geração de novas drogas de amplo espectro, tornando-se uma fonte promissora no combate aos microrganismos multirresistentes. Então como objetivo deste projeto utilizando os conhecimentos explorados na literatura para estabelecer protocolo; e, utilizar as técnicas da engenharia genética para a construção in vitro da sequência nucleotídica do peptídeo Gm, seguida da amplificação do fragmento de DNA correspondente ao gene estrutural codificador do peptídeo antimicrobiano Gomesina (Gm) confirmada em perfil eletroforético, pois o  conhecimento da estrutura gênica desse peptídeo é de fundamental importância para que seja possível  realizar alterações que possibilite que este peptídeo se enquadre da melhor forma possível a aplicação terapêutica.


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Referências


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