PROVÁVEL CLASSIFICAÇÃO POR GÊNERO E ESTIMATIVA DA ETNIA DE MANDÍBULAS HUMANAS ISOLADAS

Renato Ribeiro Nogueira Ferraz, Juliana Babeto Cruz, Aline Gonçalves da Costa, Francisco Sandro Menezes Rodrigues, Paolo Ruggero Errante

Resumo


Introdução: Ao observar uma mandíbula isolada, é possível identificar, com certa segurança o sexo do indivíduo, bem como presumir a idade que o mesmo possuía na ocasião de sua morte. No período de graduação, os alunos podem ser capacitados para identificar mandíbulas por meio de um treinamento nos laboratórios de Anatomia. Objetivo: Classificar mandíbulas humanas por gênero e estimar a etnia do indivíduo com bases nas peculiaridades das mandíbulas. Método: Avaliação observacional de 59 mandíbulas disponíveis nos laboratórios de Anatomia de uma universidade particular da capital paulista, identificando seu gênero com base em diversos indícios anatômicos como formato dos côndilos, protuberância mentual, ângulos da mandíbula e processos alveolares, dentre outros. Resultados: Das peças avaliadas, estima-se que 74,6% eram de mulheres e 25,4% pertenciam a homens. Acredita-se que 18% pertenciam a negros e 82% pertenciam a caucasianos. Conclusão: A maioria das mandíbulas estudadas pertencia à mulheres caucasianas, contrariando os resultados da literatura. A despeito desta controvérsia, foi demonstrado que a Anatomia Humana pode ser ensinada de maneira prática nas universidades, permitindo que os alunos a apliquem como ferramenta na busca de novos conhecimentos


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